quarta-feira, 3 de outubro de 2012

“Pretendemos uma racionalização que evite um racionamento”

O Ministro da Saúde garante que não há racionamento de medicamentos, mas ressalva que tem que haver uma racionalização. 

Esta foi a resposta de Paulo Macedo no Centro de Saúde de Sete Rios, quando confrontado com as conclusões do parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida. 

“O que nós pretendemos é uma racionalização no acesso na oferta de cuidados de saúde, uma racionalização tal que evite um racionamento, de facto, na maneira em que ele é sentido ou possa ser sentido de forma muito negativa pelas pessoas”, disse o ministro.

“É nesse sentido que é preciso fazer uma racionalização cada vez maior. Por outro lado, também já explicámos que os instrumentos são, por exemplo, as normas de orientação clínica que estão a ser desenvolvidas entre a Direcção Geral de Saúde e a Ordem dos Médicos; é esse o caminho que estamos a seguir”, esclarece. 

O ministro da Saúde falava aos jornalistas à margem de uma visita ao maior centro de saúde de Lisboa, para assinalar o início da Campanha de Vacinação Contra a Gripe Sazonal. 

Este ano, as pessoas com mais de 65 anos podem ter acesso à vacina gratuitamente e sem pagamento da taxa moderadora. Paulo Macedo afirma que ter melhores resultados do que os obtidos em anos anteriores.
“Nós este ano usámos a vacina gratuita e também o próprio acto de vacinação isento de taxas moderadoras, para termos a certeza que temos uma percentagem muito maior de pessoas que necessitam da vacina, a ser coberta pela vacina”, afirmou.

O ministro da Saúde esteve no centro de saúde cerca de meia hora, praticamente uma visita de médico, sempre acompanhado de várias entidades do sector da saúde e seguranças, além de oito agentes da PSP.
Normalmente não há qualquer policiamento junto do centro de saúde de Sete Rios.

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