sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Enfermeiro Familia, ADSE sim ou sopas

O Ministro da Saúde garante que a contratação de profissionais para o sector é uma prioridade. Paulo Macedo, que falava no Porto, anunciou estar a ser ultimada a proposta para a criação do enfermeiro de família.


Estamos a concluir o trabalho que foi feito relativamente ao enfermeiro de família. Entendemos que tem um espaço claro no Serviço Nacional de Saúde esta figura em termos conceptuais, agora temos de ver na prática as conclusões e propostas do grupo de trabalho”, disse à margem do debate sobre o estado da enfermagem, promovido pela Universidade Católica do Porto.


O ministro anunciou que o Governo pretende lançar novos concursos de contratação em especial na área dos cuidados primários. Em declarações aos jornalistas, Paulo Macedo afirmou ser "uma prioridade a contratação de profissionais de saúde", quer de médicos, como de enfermeiros.


Relativamente à questão do número de médicos de família que pediram a reforma, o ministro adiantou "estar atento" e que "a reforma vai ser feita sequencialmente ao longo do ano".


Ato I : Governo "estuda" sistema da ADSE
O ministro da Saúde disse também concordar com a necessidade de se analisar o futuro da ADSE, o sistema de saúde para os funcionários da administração pública. O Governo está a "estudar atentamente o sistema", que "precisa de ser reformulado". Sem adiantar se a ADSE vai acabar, porque o Governo não vai agora "fazer declarações definitivas quanto ao fim" do sistema de protecção social dos trabalhadores em funções públicas, Paulo Macedo salientou que o objectivo dos estudos em curso é, necessariamente, a obtenção de "uma poupança para o Estado".


"Temos de obter necessariamente uma poupança para o Estado, mas não é só isso. Há uma necessidade de aproximar benefícios e ver disparidades que existam, sabendo nós que parte dessas disparidades têm como base o pagamento adicional que os funcionários fazem, mas que não explica tudo", acrescentou.




Ato II: Administrador do Hospital dos Lusíadas considera que o subsistema de saúde dos funcionários públicos pode "vir a ser generalizado para outras actividades".


A ADSE deve continuar e até pode ser um exemplo para outras actividades, defende Luís Pedroso Lima, administrador do Hospital dos Lusíadas, do grupo HPP.
Acho que é um sistema que deve continuar, mas também deve-se olhar para a ADSE como o exemplo de uma forma de protecção social aos trabalhadores que pode vir a ser generalizada para outras actividades”, disse Luís Pedroso Lima, à margem de uma conferência sobre a reforma do Estado, em Lisboa.
O administrador hospitalar considera “impensável que um cidadão português, por necessidade, não tenha cuidados médicos, e a ADSE não vai contra este princípio”, sublinha.
Na opinião de Luís Pedroso Lima, “a ADSE ajuda, através dos descontos directos dos trabalhadores adicionalmente àquilo que fazem nos impostos, no IRS, a sustentar o sistema do qual fazem parte”.
Além de Luís Pedroso Lima, também defenderam nesta conferência o sistema de protecção na saúde dos funcionários públicos Luís Filipe Pereira e Rui Dinis.
Admitindo que são necessárias alterações para tornar a ADSE mais eficiente, concordaram que deve continuar a existir. Até porque a sua extinção de uma momento para o outro ainda traria mais despesa para o Estado.
Segundo Rui Dinis, do grupo Espírito Santo Saúde, seriam 200 milhões de euros correspondente à quotização dos funcionários públicos e aposentados que deixavam e entrar anualmente nos cofres do Estado. Por outro lado, a despesa mantinha-se, mas para o Serviço Nacional de Saúde.


Temos 1,5 milhões de pessoas que detêm benefícios e regalias adicionais em relação aos restantes 10 milhões de portugueses. Os privados começam a sentir a pressão do fim da ADSE.... Vamos ver a coragem deste Governo

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