O
Ministro da Saúde garante que a contratação de profissionais para
o sector é uma prioridade. Paulo Macedo, que falava no Porto,
anunciou estar a ser ultimada a proposta para a criação do
enfermeiro de família.
“Estamos
a concluir o trabalho que foi feito relativamente ao enfermeiro de
família. Entendemos que tem um espaço claro no Serviço Nacional de
Saúde esta figura em termos conceptuais, agora temos de ver na
prática as conclusões e propostas do grupo de trabalho”, disse à
margem do debate sobre o estado da enfermagem, promovido pela
Universidade Católica do Porto.
O
ministro anunciou que o Governo pretende lançar novos concursos de
contratação em especial na área dos cuidados primários. Em
declarações aos jornalistas, Paulo Macedo afirmou ser "uma
prioridade a contratação de profissionais de saúde", quer de
médicos, como de enfermeiros.
Relativamente
à questão do número de médicos de família que pediram a reforma,
o ministro adiantou "estar atento" e que "a reforma
vai ser feita sequencialmente ao longo do ano".
Ato
I : Governo "estuda" sistema da ADSE
O
ministro da Saúde disse também concordar com a necessidade de se
analisar o futuro da ADSE, o sistema de saúde para os funcionários
da administração pública. O Governo está a "estudar
atentamente o sistema", que "precisa de ser reformulado".
Sem adiantar se a ADSE vai acabar, porque o Governo não vai agora
"fazer declarações definitivas quanto ao fim" do sistema
de protecção social dos trabalhadores em funções públicas, Paulo
Macedo salientou que o objectivo dos estudos em curso é,
necessariamente, a obtenção de "uma poupança para o Estado".
"Temos
de obter necessariamente uma poupança para o Estado, mas não é só
isso. Há uma necessidade de aproximar benefícios e ver disparidades
que existam, sabendo nós que parte dessas disparidades têm como
base o pagamento adicional que os funcionários fazem, mas que não
explica tudo", acrescentou.
Ato
II: Administrador do Hospital dos Lusíadas considera que o
subsistema de saúde dos funcionários públicos pode "vir a ser
generalizado para outras actividades".
A
ADSE deve continuar e até pode ser um exemplo para outras
actividades, defende Luís Pedroso Lima, administrador do Hospital
dos Lusíadas, do grupo HPP.
“Acho
que é um sistema que deve continuar, mas também deve-se olhar para
a ADSE como o exemplo de uma forma de protecção social aos
trabalhadores que pode vir a ser generalizada para outras
actividades”, disse Luís Pedroso Lima, à margem de uma
conferência sobre a reforma do Estado, em Lisboa.
O
administrador hospitalar considera “impensável que um cidadão
português, por necessidade, não tenha cuidados médicos, e a ADSE
não vai contra este princípio”, sublinha.
Na
opinião de Luís Pedroso Lima, “a ADSE ajuda, através dos
descontos directos dos trabalhadores adicionalmente àquilo que fazem
nos impostos, no IRS, a sustentar o sistema do qual fazem parte”.
Além
de Luís Pedroso Lima, também defenderam nesta conferência o
sistema de protecção na saúde dos funcionários públicos Luís
Filipe Pereira e Rui Dinis.
Admitindo
que são necessárias alterações para tornar a ADSE mais eficiente,
concordaram que deve continuar a existir. Até porque a sua extinção
de uma momento para o outro ainda traria mais despesa para o Estado.
Segundo
Rui Dinis, do grupo Espírito Santo Saúde, seriam 200 milhões de
euros correspondente à quotização dos funcionários públicos e
aposentados que deixavam e entrar anualmente nos cofres do Estado.
Por outro lado, a despesa mantinha-se, mas para o Serviço Nacional
de Saúde.
Temos
1,5 milhões de pessoas que detêm benefícios e regalias adicionais
em relação aos restantes 10 milhões de portugueses. Os privados
começam a sentir a pressão do fim da ADSE.... Vamos ver a coragem
deste Governo
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