O ministro da Saúde, Paulo Macedo, disse nesta sexta-feira que o lançamento no mercado de um rádio fármaco pela Universidade de Coimbra (UC) constitui um “momento muito relevante” na história da saúde em Portugal.
O ministro da Saúde intervinha no auditório do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC), onde decorreu a apresentação do primeiro medicamento radiofarmacêutico português, desenvolvido na UC através do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS).
“Testemunhamos hoje um momento muito relevante na história da saúde do nosso país: o lançamento de uma tecnologia de saúde investigada numa universidade portuguesa”, afirmou Paulo Macedo.
Participaram também na cerimónia o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, e o secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró.
“Este momento representa, em primeiro lugar, o elevado potencial da comunidade académica na produção e desenvolvimento de conhecimento comparável com o que de melhor existe a nível mundial, oferecendo à sociedade inovação útil, relevante e com potencial de desenvolvimento económico para o nosso país”, referiu.
Por outro lado, segundo Paulo Macedo, o fabrico e comercialização do “Fluodesoxiglucose[18F]” pelo ICNAS demonstra a capacidade que existe no país “para desenvolver tecnologias que, no âmbito da saúde, são geralmente um privilégio exclusivo de países com maior poder financeiro e com significativos recursos económicos, mormente através de dinâmicas empresariais com dimensão multinacional”.
O ministro da Saúde referiu ainda que “a dimensão simbólica deste acontecimento incentiva-nos, e demonstra que o sucesso está ao nosso alcance quando nos propomos atingir metas difíceis e exigentes”.
Em saúde, designadamente na área do medicamento, “não podemos tomar decisões por omissão, muito menos por pressão de grupos de interesses” que, podendo ser “sem dúvida legítimos”, são “muitas vezes divergentes dos da sociedade e do Estado como um todo”, adiantou.
Paulo Macedo considerou “imprescindível o contributo das universidades no estudo e investigação” de tecnologias de saúde, para que o Serviço Nacional de Saúde “disponha de informação credível, independente, contextualizada e útil para os decisores, profissionais e utentes”.
O início da comercialização do novo rádio fármaco mostra também como a excelência da investigação académica e a competitividade do mercado não são antagónicos”, disse, por seu turno, o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato.
“A ligação entre a investigação fundamental e a sua aplicação prática é uma via de sucesso, é uma via para o desenvolvimento do país”, acrescentou Nuno Crato.
Intervieram ainda na cerimónia o presidente do CHUC, José Martins Nunes, o reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, o vice-reitor com o pelouro da investigação, Amílcar Falcão, e o director do ICNAS, Miguel Castelo Branco.

Sem comentários:
Enviar um comentário