“Adopção por homossexuais põe em causa civilização de milénios” - Renascença
A questão da co-adopção e adopção por homossexuais vai muito para além
de saber quem pode ou não cuidar de uma criança, tendo implicações
civilizacionais, considera Manuel Braga da Cruz, ex-reitor da
Universidade Católica.
O Parlamento aprovou na sexta-feira a
realização de um referendo sobre a legalização desta prática. Manuel
Braga da Cruz teme que a sociedade fique enfraquecida caso seja
aprovada.
“A co-adopção remete não apenas para a educação que
nós queremos que seja dada a todos os portugueses, mas também para a
organização da sociedade”, afirma.
“Admitir que uma adopção
possa ser feita por um agregado que não integre esta diversidade de
papéis no interior da família é particularmente grave não só porque
debilita a criança que é educada, como debilita a própria instituição
familiar e, por aí, também a família.”
“Está muito longe de ser
apenas uma questão de saber quem pode adoptar uma criança, claro que é
isso também, mas remete para questões muito mais vastas e de maior
importância. Nos últimos anos temos vindo a assistir a uma deliberada
orientação política que visa debilitar a sociedade, em nome do reforço
da liberdade individual. Isso enfraquece a cidadania, enfraquece a
sociedade civil e torna a sociedade facilmente manipulável por
objectivos políticos”, considera Braga da Cruz.
“Estamos perante
uma questão que altera a ordem civilizacional em que temos vivido ao
longo de milénios. Não é coisa pouca, é uma questão muito importante que
não pode ser decidida ligeiramente e apressadamente.”
Manuel
Braga da Cruz considera ainda que a adopção por homossexuais não
reflecte a vontade dos portugueses, mas está a ser avançada por “algumas
vanguardas” que pretendem “impor modelos à sociedade portuguesa”.
“Essas
vanguardas visam em primeiro lugar a liberdade do indivíduo, numa
perspectiva muito egoísta, e que não têm em devida consideração não
apenas os direitos da criança e os direitos educativos da criança, como
não têm em consideração aquilo que deve ser uma sociedade civil forte,
actuante e adulta numa democracia.”
O ex-reitor da Universidade
Católica acha que a Igreja Católica deve assumir um papel durante a
campanha para o referendo, caso este chegue a avançar: “O papel da
Igreja na instituição deve ser de contribuir para o debate cívico, que
também é político obviamente, através do esclarecimento daquilo que é a
sua doutrina social, que resulta de uma longa e vasta, historicamente
falando, sabedoria que amadureceu ao longo dos séculos na sua visão e
compreensão do homem”.
“A Igreja deve contribuir para este
debate, não apenas os bispos mas também os leigos, para que se
compreenda todo o alcance do que está em causa e aquilo que deve ser
ponderado antes de uma decisão neste domínio”, afirma Braga da Cruz, em
declarações à Renascença
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Governo agrava multas a lares ilegais - Renascença
Governo agrava multas a lares ilegais - Renascença
O Governo decidiu esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, aumentar de forma muito significativa as multas a instituições privadas de apoio social. A subida das penalizações vai até 900%.
O objectivo é, acima de tudo, combater os lares de terceira idade que não estejam licenciados.
O aumento mais significativo é a multa por falta de licenciamento. Actualmente podia ir dos 2500 aos cinco mil euros, mas agora os proprietários de um lar ilegal pagam no mínimo 20 mil euros e, no máximo, 40 mil.
Também as multas por situações em coloquem em risco imediato a saúde das pessoas que estão na instituição chegam a quintuplicar. O valor mínimo, que não chagava a mil euros, passa a cinco mil e o máximo a dez mil. E incluem o encerramento da instituição.
Já as contra-ordenações graves – falhas graves, mas que não implicam risco imediato dos utentes – passam a valer entre 2.500 e 5.000 mil euros.
Em todos estes casos, se forem reincidentes a multa pode ainda triplicar. No actual regime não havia agravamento em caso de reincidência, o que fazia com que muitas vezes o crime compensasse.
O aumento hoje aprovado em conselho de ministros, de acordo com um comunicado do Ministério da Segurança Social, foi previamente negociado com os parcerios do sector social.
O Governo decidiu esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, aumentar de forma muito significativa as multas a instituições privadas de apoio social. A subida das penalizações vai até 900%.
O objectivo é, acima de tudo, combater os lares de terceira idade que não estejam licenciados.
O aumento mais significativo é a multa por falta de licenciamento. Actualmente podia ir dos 2500 aos cinco mil euros, mas agora os proprietários de um lar ilegal pagam no mínimo 20 mil euros e, no máximo, 40 mil.
Também as multas por situações em coloquem em risco imediato a saúde das pessoas que estão na instituição chegam a quintuplicar. O valor mínimo, que não chagava a mil euros, passa a cinco mil e o máximo a dez mil. E incluem o encerramento da instituição.
Já as contra-ordenações graves – falhas graves, mas que não implicam risco imediato dos utentes – passam a valer entre 2.500 e 5.000 mil euros.
Em todos estes casos, se forem reincidentes a multa pode ainda triplicar. No actual regime não havia agravamento em caso de reincidência, o que fazia com que muitas vezes o crime compensasse.
O aumento hoje aprovado em conselho de ministros, de acordo com um comunicado do Ministério da Segurança Social, foi previamente negociado com os parcerios do sector social.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Autoridades de saúde prevêem pico de gripe para daqui a duas semanas - Renascença
Autoridades de saúde prevêem pico de gripe para daqui a duas semanas - Renascença
As autoridades estimam que, daqui a duas semanas, a actividade gripal atinja o seu pico. Por estes dias, apesar de ser mais cedo do que o previsto, já se registam casos da doença e 10 doentes tiveram mesmo de ser internados no hospital.
De acordo a sub-directora geral da saúde, Graça Freitas, são “pessoas que não foram vacinadas” e que “tinham factores de risco associados”.
“A actividade gripal é, neste momento, moderada e ainda está dentro do que é expectável para esta altura do ano. No entanto, a tendência, obviamente, será para que nas próximas semanas se verifique um aumento”, acrescenta.
Nestas declarações à Renascença, Graça Freitas refere ainda que os vírus em circulação estão contemplados na vacina deste ano.
A Direcção-geral de Saúde tem recomendado a vacinação contra a gripe para os grupos de risco (crianças, profissionais de saúde, maiores de 65 anos, pessoas com doenças respiratórias e doentes crónicos). O objectivo do Governo para este Inverno é que 60% dos idosos fossem vacinados, tendo sido distribuída gratuitamente a vacina. Em Dezembro, o Ministério da Saúde revelou que o objectivo tinha sido cumprido e ultrapassado (62%).
Esta sexta-feira, dados da União Europeia revelam que na época 2011/2012, apenas 43% dos maiores de 65 anos é que foram vacinados, longe do objectivo de Bruxelas (75%).
De acordo a sub-directora geral da saúde, Graça Freitas, são “pessoas que não foram vacinadas” e que “tinham factores de risco associados”.
“A actividade gripal é, neste momento, moderada e ainda está dentro do que é expectável para esta altura do ano. No entanto, a tendência, obviamente, será para que nas próximas semanas se verifique um aumento”, acrescenta.
Nestas declarações à Renascença, Graça Freitas refere ainda que os vírus em circulação estão contemplados na vacina deste ano.
A Direcção-geral de Saúde tem recomendado a vacinação contra a gripe para os grupos de risco (crianças, profissionais de saúde, maiores de 65 anos, pessoas com doenças respiratórias e doentes crónicos). O objectivo do Governo para este Inverno é que 60% dos idosos fossem vacinados, tendo sido distribuída gratuitamente a vacina. Em Dezembro, o Ministério da Saúde revelou que o objectivo tinha sido cumprido e ultrapassado (62%).
Esta sexta-feira, dados da União Europeia revelam que na época 2011/2012, apenas 43% dos maiores de 65 anos é que foram vacinados, longe do objectivo de Bruxelas (75%).
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
ADSE vale mais de 500 milhões por ano para os privados
Mais de um terço da facturação dos grupos privados da saúde vêm da ADSE, o seguro de saúde dos funcionários e pensionistas públicos. Hospitais privados defendem o subsistema.
O sector privado da saúde ganha pelo menos 500 milhões de euros por ano com a ADSE, o seguro de saúde dos funcionários públicos. Os números constam do relatório de actividades de 2012 deste subsistema de saúde e mostram a dimensão do negócio para os privados, numa altura em que o Governo já anunciou um novo aumento das contribuições.
De acordo com os dados de 2012, a ADSE gastou 272,7 milhões de euros com o regime convencionado (aquele em que há acordo com o prestador de serviços), e 138,2 milhões no regime livre (em que os utentes adiantam a totalidade e recebem depois o reembolso de uma parcela). A comparticipação de medicamentos custa 73 milhões de euros à ADSE. No total, os custos suportados directamente pela ADSE são de 483,9 milhões de euros. A este valor, somam-se 50 milhões de euros que saem do bolso dos utentes no regime convencionado.
DE.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Papa é a "pessoa do ano" para a revista "Time" - Renascença
Papa é a "pessoa do ano" para a revista "Time" - Renascença
A revista norte-americana "Time" considera que o Papa Francisco foi a "pessoa do ano", sucedendo a Barack Obama. A prestigiada distinção foi anunciada ao início da tarde desta quarta-feira e o Vaticano já reagiu.
Segundo o director da sala de imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, o Papa não procurava esta distinção, mas "se isso traz esperança às pessoas, então fica satisfeito".
Num vídeo que acompanha o artigo, a "Time" destaca o facto de o Papa ter dado "tanta esperança e inspiração às pessoas ao longo destes nove meses" e de "mais ninguém" ter feito isso este ano.
"Foi o primeiro Papa do novo mundo, o primeiro da América Latina - só por si é histórico. Chegou numa altura em que a Igreja parecia precisar de mais energia", explica a revista. A energia "inexplicável" de Francisco é outro factor realçado pela "Time".
"Tem uma energia que não ser percebe de onde vem. Tem 77 anos, mas anda a abraçar pessoas que a maioria de nós não quereríamos sequer tocar, anda a lavar os pés a reclusos, a interceder por imigrantes numa ilha no meio do Mediterrâneo."
Mas o grande destaque é para a mensagem sobre a pobreza. "Preocupa-se sobretudo com os pobres. Essa é a mensagem mais forte."
A revista admite, por outro lado, que nem tudo sobre Francisco é consensual e considera que o futuro vai ser complicado. "Vai ser interessante observar o Papa ao longo do próximo ano, porque todos os conservadores estão preocupados que abdique da autoridade da Igreja, enquanto os liberais estão com medo que não passe das palavras aos actos."
Esta é a terceira vez que a "Time" coloca um Papa na capa da edição que anuncia a "pessoa do ano". A primeira foi em 1963, com João XXIII, e a segunda em 1994, com João Paulo II. A tradição de nomear uma "pessoa do ano" começou em 1927.
A revista norte-americana "Time" considera que o Papa Francisco foi a "pessoa do ano", sucedendo a Barack Obama. A prestigiada distinção foi anunciada ao início da tarde desta quarta-feira e o Vaticano já reagiu.
Segundo o director da sala de imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, o Papa não procurava esta distinção, mas "se isso traz esperança às pessoas, então fica satisfeito".
Num vídeo que acompanha o artigo, a "Time" destaca o facto de o Papa ter dado "tanta esperança e inspiração às pessoas ao longo destes nove meses" e de "mais ninguém" ter feito isso este ano.
"Foi o primeiro Papa do novo mundo, o primeiro da América Latina - só por si é histórico. Chegou numa altura em que a Igreja parecia precisar de mais energia", explica a revista. A energia "inexplicável" de Francisco é outro factor realçado pela "Time".
"Tem uma energia que não ser percebe de onde vem. Tem 77 anos, mas anda a abraçar pessoas que a maioria de nós não quereríamos sequer tocar, anda a lavar os pés a reclusos, a interceder por imigrantes numa ilha no meio do Mediterrâneo."
Mas o grande destaque é para a mensagem sobre a pobreza. "Preocupa-se sobretudo com os pobres. Essa é a mensagem mais forte."
A revista admite, por outro lado, que nem tudo sobre Francisco é consensual e considera que o futuro vai ser complicado. "Vai ser interessante observar o Papa ao longo do próximo ano, porque todos os conservadores estão preocupados que abdique da autoridade da Igreja, enquanto os liberais estão com medo que não passe das palavras aos actos."
Esta é a terceira vez que a "Time" coloca um Papa na capa da edição que anuncia a "pessoa do ano". A primeira foi em 1963, com João XXIII, e a segunda em 1994, com João Paulo II. A tradição de nomear uma "pessoa do ano" começou em 1927.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
ONDA DE FRIO
Face
à previsão de que o tempo irá continuar muito frio, sobretudo
durante a noite, a Protecção Civil e DGS deixam alguns conselhos à
população.
Nas estradas, pede-se
cuidado com a geada, que torna o piso escorregadio. Nas habitações,
a Protecção Civil chama a atenção para os sistemas de
aquecimento, sejam lareiras ou equipamentos eléctricos, para evitar
as intoxicações por inalação de gases.
A Protecção Civil
aconselha também que se evite a exposição prolongada ao frio, pede
atenção às mudanças bruscas de temperatura e faz ainda um
conjunto de recomendações relativas à alimentação e vestuário:
deve usar várias camadas de roupa, folgada e adaptada à temperatura
ambiente; deve proteger as extremidades do corpo, usando luvas,
gorro, meias quentes e cachecol; deve ingerir sopas e bebidas
quentes, evitando o álcool, que proporciona uma falsa sensação de
calor.
Caso tenha mais dúvidas
sobre as medidas de auto-protecção, é sugerida a utilização da
Linha Saúde 24 - 808 24 24 24.
Pelo menos até 2 de
Dezembro, as temperaturas vão manter-se muito baixas, segundo as
previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Prevê-se um acentuado
arrefecimento nocturno, com formação de geada em especial nas zonas
do Interior, o que pode provocar temperaturas mínimas entre os dois
graus negativos e os três graus negativos nas zonas do interior
Norte e Centro.
Recomendações
para a população:
A
exposição ao frio intenso, particularmente durante vários dias
consecutivos, pode provocar lesões relacionadas com o frio, como o
enregelamento dos membros, as ulcerações provocadas pelo frio e a
hipotermia, situações que pela sua gravidade podem obrigar a
cuidados médicos de emergência.
Para
a prevenção dos efeitos do frio intenso recomendam-se as seguintes
medidas:
No
domicílio
- Mantenha a temperatura da sua casa entre os 18ºC e os 21ºC;
- Se não conseguir aquecer todas as divisões da casa, tente manter a sala de estar quente durante o dia e aqueça o quarto antes de se ir deitar;
- Se utilizar lareiras, braseiras, salamandras ou equipamentos a gás mantenha a correta ventilação das divisões de forma a evitar a acumulação de gases nocivos à saúde, evitando os acidentes por monóxido de carbono que podem ser causa de intoxicação ou morte;
- Não utilize fogão a gás, forno ou fogareiro a carvão para aquecimento da casa, nem utilize equipamentos de aquecimento de exterior em espaços interiores;
- Evite dormir/descansar muito perto dos equipamentos de aquecimento;
- Apague ou desligue os equipamentos de aquecimento antes de se deitar ou sair de casa, de forma a evitar fogos ou intoxicações;
- Promova uma boa circulação de ar, não fechando completamente os aposentos, mas evite as correntes de ar frio;
- Mantenha sob vigilância a utilização de botijas de água quente, para evitar o risco de queimadura.
Higiene
pessoal e vestuário
- Mantenha a higiene pessoal tomando banho com água morna uma vez que a água muito quente remove a camada protetora natural da pele;
- Mantenha a pele hidratada, principalmente mãos, pés, cara e lábios;
- Use várias camadas de roupa, em vez de uma única muito grossa, e não use roupas demasiado justas que dificultem a circulação sanguínea;
- Proteja as extremidades do corpo (com luvas, gorro, meias quentes e cachecol) e use calçado adequado às condições climatéricas;
- Evite andar descalço no chão frio ou molhado.
Alimentação
- Faça refeições mais frequentes encurtando as horas entre elas;
- Dê preferência a sopas e a bebidas quentes, como leite ou chá;
- Aumente o consumo de alimentos ricos em vitaminas, sais minerais e antioxidantes (ex. frutos e hortícolas) pois contribuem para minimizar o aparecimento de infeções;
- Faça uma alimentação variada e saudável, evitando alimentos fritos, com muita gordura e alimentos açucarados;
- Evite bebidas alcoólicas visto que provocam vasodilatação com perda de calor e arrefecimento do corpo.
Atividades
e Exercício físico no exterior
- Mantenha a prática de exercício físico habitual mas em situações de frio intenso evite fazer exercício físico de esforço ao ar livre;
- Se tiver de realizar trabalho com muito esforço, proteja-se com roupa adequada e vá doseando o esforço;
- Procure um local abrigado se a temperatura diminuir e houver muito vento;
- Em caso de frio intenso faça pequenos movimentos com os dedos, os braços e as pernas evitando o arrefecimento do corpo;
- Evite caminhar sobre o gelo devido ao risco de lesões por queda;
- Procure manter-se seco e evite arrefecer com a roupa transpirada no corpo;
- Beba água antes, durante e depois da atividade física para evitar a desidratação
IPO do Porto vai ter de devolver 56,2 milhões ao Serviço Nacional de Saúde
IPO do Porto vai ter de devolver 56,2 milhões ao Serviço Nacional de Saúde: Auditoria detectou uma facturação irregular. O Tribunal de Contas pede à ministra das Finanças e ao ministro da Saúde que sancione individualmente os gestores responsáveis.
O Instituto de Oncologia do Porto tem de devolver 56,2 milhões de euros ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Em causa está uma verba facturada em quimioterapia oral, entre 2008 e 2011, de forma irregular. Ou seja, sem suporte nas regras de facturação dos contratos programa.
De acordo com uma auditoria do Tribunal de Contas (TC), esta facturação irregular teve reflexos nos resultados e indicadores económico-financeiros do IPO do Porto, que poderiam ter sido orientados para outros hospitais com mais necessidades.
O presidente do conselho de administração do instituto não contesta o valor em causa, mas de acordo com o TC tem tomado medidas para protelar o seu pagamento.
O Tribunal, presidido por Guilherme d´Oliveira Martins, pede por isso à ministra das Finanças e ao ministro da Saúde que sancione individualmente os gestores, enquanto responsáveis pelas práticas de codificação e facturação indevidas.
O Instituto de Oncologia do Porto tem de devolver 56,2 milhões de euros ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Em causa está uma verba facturada em quimioterapia oral, entre 2008 e 2011, de forma irregular. Ou seja, sem suporte nas regras de facturação dos contratos programa.
De acordo com uma auditoria do Tribunal de Contas (TC), esta facturação irregular teve reflexos nos resultados e indicadores económico-financeiros do IPO do Porto, que poderiam ter sido orientados para outros hospitais com mais necessidades.
O presidente do conselho de administração do instituto não contesta o valor em causa, mas de acordo com o TC tem tomado medidas para protelar o seu pagamento.
O Tribunal, presidido por Guilherme d´Oliveira Martins, pede por isso à ministra das Finanças e ao ministro da Saúde que sancione individualmente os gestores, enquanto responsáveis pelas práticas de codificação e facturação indevidas.
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