terça-feira, 1 de outubro de 2013

Materno-Infantil abre as portas até março - JN

Materno-Infantil abre as portas até março - JN

Materno-Infantil abre as portas até março


 
Com um atraso de três meses, devido a inúmeros erros de projeto, a primeira fase do Centro Materno-Infantil do Norte fica concluída até ao fim do ano. Em março, consulta e urgência de ginecologia e obstetrícia e internamento de pediatria já estarão em funcionamento no novo edifício, garantiu Sollari Allegro ao JN. 
 
O Centro Hospitalar do Porto (Santo António, Joaquim Urbano e Maternidade Júlio Dinis) assinala esta terça-feira o 6.º aniversário e o presidente do Conselho de Administração faz o ponto da situação da reestruturação em curso, com a abertura do CMIN e fecho do Joaquim Urbano em 2014. E lança alguns objetivos para o futuro: centralizar as análises e exames de diagnóstico num laboratório único, juntar todas cirurgias no bloco central e as consultas no ex-CICAP.

Sollari Allegro realiza esta terça-feira, juntamente com responsáveis da Administração Regional da Saúde (ARS) do Norte, a última visita às obras do CMIN. Devido "a inúmeros erros e omissões" , a construção sofreu atrasos e só deverá estar concluída em dezembro. "A 2 de janeiro, iniciamos a mudança dos equipamentos e das pessoas da maternidade para o novo edifício e, até março, os serviços estarão em funcionamento no Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN)", explica Allegro.

A descida da taxa da natalidade - patente na redução de mais de 1300 partos em seis anos, no CHP - levou a um redimensionamento da capacidade do CMIN que, em vez das 350 camas previstas, terá 183. Metade dos partos realizados na Maternidade Júlio Dinis são de alto risco e o CMIN está vocacionado dar resposta a toda a região, sublinha o presidente da Administração, em resposta aos críticos da construção do Materno-Infantil, prometido há 20 anos, quando há uma queda do número de partos.

Para o próximo ano, o Joaquim Urbano deve encerrar. Os doentes e o pessoal clínico vão passar para o 6.0º andar do Santo António, onde vão ser instalados cinco quartos de isolamento com pressão negativa, além de 28 camas.

Concluída a reestruturação das unidades hospitalares, Sollari Allegro ambiciona terminar a organização dos espaços: passar o bloco operatório do edifício neoclássico para o bloco central, transferir todas as consultas para o ex-CICAP, reunir na ala Sul os serviços de neurologia. "Só com a casa arrumada, poderemos ter uma gestão mais racional."

Outro objetivo é centralizar os exames de diagnóstico num único laboratório, que realizará não só todas as análises do CHP como poderá servir os centros de saúde da cidade.

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