Fundação para a Saúde quer internacionalizar sucessos do SNS - Renascença
A Fundação para a Saúde pretende criar um projecto para pôr o Serviço
Nacional de Saúde (SNS) no mapa europeu e internacional, "transferindo
os seus sucessos" para países que deles queiram beneficiar.
Constantino Sakellarides, presidente da fundação, explicou que esta
proposta será submetida ao congresso "SNS: Um Património de Todos", que
se realizará em Setembro.
A ideia é a Fundação para a Saúde oferecer a
sua disponibilidade para colaborar tecnicamente com o Ministério da
Saúde para realizar esta internacionalização.
No documento estratégico que será levado ao congresso, a fundação
apresenta como uma das respostas à crise europeia a criação de um SNS
Europa e de um SNS Global.
No primeiro caso, o projecto destina-se a pôr os exemplos positivos
do SNS português em países que deles possam precisar. No caso do SNS
Global, trata-se de uma "internacionalização", com particular ênfase nos
países de expressão portuguesa.
"Precisávamos de um pacote com detalhes operacionais sobre os
sucessos que o SNS tem alcançado, bem como contactos em Portugal para se
realizar esta internacionalização. Além deste pacote é preciso ter uma
estratégia", afirmou Constantino Sakellarides em entrevista telefónica à
Lusa.
Para o perito em saúde pública, estes projectos não têm custos
elevados e apresentam benefícios potenciais, como a exportação de
tecnologias de saúde e de outros produtos nacionais associados a esta
área.
O documento da Fundação considera também fundamental rever, com
urgência, as normas europeias que permitem às pessoas procurarem
cuidados de saúde noutros países, lembrando que esta legislação foi
pensada numa altura em que "parecia desenhar-se uma certa convergência
no desenvolvimento dos sistemas de saúde europeus".
segunda-feira, 15 de julho de 2013
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