quinta-feira, 16 de maio de 2013

Meis Complementares de Diagnostico e Teraputica Convencionados

Os Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica estão debaixo de fogo. As listas de espera no público crescem, há guerra de preços entre privados e algumas TAC, mamografias, ecografias e ressonâncias magnéticas são realizadas em contra-relógio e sem aparelhos adequados. Pode-se confiar no diagnóstico? Onde os profissionais são exprimidos ate ao tutano.

Na base, encontra-se uma boa ideia do ministro da Saúde, Paulo Macedo, que pretende "internalizar" os exames complementares de diagnóstico e, assim, rentabilizar ao máximo a capacidade instalada dos hospitais públicos. Mas, para os doentes, está a dar maus resultados.
O Ministério da Saúde já anunciou, (MCDT convencionados) , grandes poupanças: de €734 milhões, em 2011, os custos desceram, em 2012, para €652 milhões. Porém, exames tão importantes e sensíveis como as TAC ou ressonâncias magnéticas estão a demorar meses a fio a realizar-se, mesmo a doentes com patologias graves, que se aglomeram em listas de espera cada vez maiores.

Forçados a virarem-se, outra vez, para os operadores privados, os gestores hospitalares, cumprindo as ordens da tutela, de redução de despesas, impõem preços de dumping, para se ganhar um concurso público. Um caso recente ocorreu no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Acabou contratada uma rede de clínicas que, por exemplo, apenas factura €37,50 por cada TAC, quando, em 2009, o Estado considerava pagar €109,71, como preço justo por esse exame. O segundo concorrente mais barato apresentava, para aquele item, €39 - ambos com preços abaixo dos tabelados pela Administração Central do Sistema de Saúde, já de si muito contestados, que se situa nos 70/80 €.

O tema aquecerá, a tutela está a criar um verdadeiro problema de saúde pública e a estimular más práticas, que vão ter custos diretos e indiretos muito elevados, quer para os serviços estatais quer, sobretudo, para os doentes, que são quem, no final, há de pagar.O bastonário dos médicos : "Em Saúde, o barato pode sair muito caro, principalmente aos doentes", repisa José Manuel Silva.

Armando Santos, presidente da ANAUDI, afirma que se está perto de destruir uma rede que levou mais de 30 anos a construir, responsável por cerca de 10 milhões de actos médicos por ano, uma verdadeira prestadora de cuidados ambulatórios do SNS. O actual caminho conduzirá (inevitavelmente) à concentração empresarial com a formação de grandes grupos que hão-de fechar os pequenos centros de proximidade. Quando os operadores privados se reduzirem a sete ou dez, o Estado deixa de ter capacidade para impor preços. Acontecerá (então) o inverso.

Esta preocupante noticia saltou para a revista Visão, sendo a ponta de um iceberge muito grande e irregular...

A política cega de esmagamento de preços conduzirá, inevitavelmente, à falência em série dos pequenos investidores proprietários de laboratórios. Empurrando os doentes para as listas de espera. Nem a recente descida das taxas moderadoras dos MCDT a 01.05.2013, aliviar´a a enorme pressão sobre quem desenvolve a sua atividade neste sub-sector. Espera-nos uma corrida para ver quem mais faz, a todo o custo, qualidade não interessa, e no fim o desemprego para muitos, a sorte para alguns. Mas também não desejo muito essa sorte, em que quase tudo vale... E o utente ´e apenas um numero, um ato, um cifrao (desculpem-me um euro.....zito)

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