1. Aprovar regime de 40 horas semanais de trabalho, universal para todos os regimes e carreiras do Estado. Em tempo de crise, sem qualquer acréscimo de remuneração. Uniformização das regras sociais: público e privado com os mesmos direitos. Professores, juízes, carpinteiros, médicos, administradores, assistentes operacionais, operários, deputados, vereadores, gestores, etc todos pela mesma bitola - 40 horas.
2. Separar no acto de triagem do SU os episódio de urgência e não urgência, permitindo o reencaminhamento (com definição de prazos) para a consulta aberta do Centro de Saúde ou para qualquer uma das consultas externas do Hospital. Reduzir-se-iam imenso às tão badalas horas extras (médicas) e as nossas urgências serias mais urgências…
3. Dar um papel mais central aos Enfermeiros na «Medicina Preventiva» nos Cuidados de Saúde Primários. O estímulo que isto representaria, e a poupança em horas de trabalho aos médicos, levaria a uma poupança descomunal, e libertaria mais clínicos para a área «Curativa». Acabaria também esta mitológica e crónica falta de médicos. (De que adianta saber supostamente mais, sem tempo para fazer ?!!?).
4. Dar poder organizativo e remuneratório a estruturas intermédias de gestão, como por ex. os Centros de Responsabilidade Integrados (CRI), em contexto hospitalar; Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) nos Cuidados de Saúde Primários.
5. Extinguir a ADSE e outros sub-sistemas, porque que motivo uma franja de 700 000 mil têm determinados regalias e os restantes, mais de 9 milhões, têm a Segurança Social? Se todos os anos a ADSE soma prejuízos…
6. Andamos todos incomodados com a falta de concorrência nos combustíveis, mas pactuamos silenciosamente com a completa, total e absoluta ausência de concorrência entre farmácias. Ou alguém consegue comprar o brufen mais barato na farmácia X?
7. Cada utente ter, em vez do cartão de saúde, um qualquer sistema de armazenamento portátil de informação, onde ficassem registados actos médicos/cirúrgicos prévios, medicação e exames complementares. De modo a evitar repetições, desperdícios e em última análise um mais rápido acesso a um histórico em caso de urgência
8. Regionalmente criação de uma Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa, de modo a obter ganhos em saúde, ganhos de acessibilidade, ganhos de produtividade e integração efectiva de cuidados primários com os hospitalares, pela via do factor escala e eficiência. A gestão integrada dos Centros de Saúde e da Unidade Hospitalar de referência local, Unidade Local de Saúde (ULS), que vão sendo implementadas pelo País, tem demonstrado interessantes ganhos de eficiência e de acessibilidades para as populações abrangidas. È tempo de esta região renovar-se também nos modelos organizacionais.
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