O Ministério da Saúde garante à Renascença não ter conhecimento de um programa de rescisões amigáveis no sector e considera descabido que o Governo possa estar disponível para dispensar profissionais que há algum tempo está a contratar.
De acordo com o “Diário Económico”, o ministro Paulo Macedo estaria a preparar um programa de rescisões amigáveis dirigido a técnicos superiores do Ministério da Saúde.
O plano excluía médicos e enfermeiros, mas poderia afectar os trabalhadores da Direcção-geral da Saúde (DGS) e Administrações Regionais, como técnicos de laboratório ou de radiologia.
De acordo com o jornal, a proposta já teria sido entregue ao Ministério das Finanças, uma vez que o ministro da Saúde quer que seja esse o ministério a suportar as eventuais indeminizações.
Saber se a despesa está controladaA Renascença olha para os efeitos nos cortes da saúde. O professor Catedrático da Universidade Nova de Lisboa Pedro Pita Barros considera essencial perceber se a despesa está controlada.
“A parte mais importante – mais do que estar a decompor as poupanças esperadas – era perceber se o principal factor de descontrolo da despesa está, de alguma forma, controlado ou não. Perceber o que se está a passar com a dívida dos hospitais”, começa por afirmar.
“Porque é que esse aspecto é importante? Porque os hospitais formalmente podem dizer ‘eu estou a controlar a despesa’ e apresentam as contas públicas. Mas se estiverem a criar dívida que só vai surgir daqui a uns anos, de certa forma estão a dizer que, formalmente, hoje estão a respeitar uma despesa menor mas estarão a criar despesa futura”, explica o especialista em economia da saúde.
Pedro Pita Barros sustenta que o serviço nacional de saúde só não colapsou como aconteceu na Grécia porque até agora os cortes afectam, sobretudo, os utentes.
“Aqui ainda não chegámos a esse extremo, muito pelo resultado da forma como estivemos a fazer os cortes na área da saúde, que, além da área do medicamento, incidiram muito sobre salários. Os profissionais conseguiram manter o seu empenho na profissão e garantir a prestação de cuidados de saúde”, começa por dizer.
“Mas este é um processo cumulativo. Conforme o tempo passa, é mais fácil as pessoas sentirem-se desmotivadas, pelo que um dos desafios neste momento é saber se vamos conseguir continuar a aguentar o sistema de saúde”, alerta.
De acordo com o “Diário Económico”, o ministro Paulo Macedo estaria a preparar um programa de rescisões amigáveis dirigido a técnicos superiores do Ministério da Saúde.
O plano excluía médicos e enfermeiros, mas poderia afectar os trabalhadores da Direcção-geral da Saúde (DGS) e Administrações Regionais, como técnicos de laboratório ou de radiologia.
De acordo com o jornal, a proposta já teria sido entregue ao Ministério das Finanças, uma vez que o ministro da Saúde quer que seja esse o ministério a suportar as eventuais indeminizações.
Saber se a despesa está controladaA Renascença olha para os efeitos nos cortes da saúde. O professor Catedrático da Universidade Nova de Lisboa Pedro Pita Barros considera essencial perceber se a despesa está controlada.
“A parte mais importante – mais do que estar a decompor as poupanças esperadas – era perceber se o principal factor de descontrolo da despesa está, de alguma forma, controlado ou não. Perceber o que se está a passar com a dívida dos hospitais”, começa por afirmar.
“Porque é que esse aspecto é importante? Porque os hospitais formalmente podem dizer ‘eu estou a controlar a despesa’ e apresentam as contas públicas. Mas se estiverem a criar dívida que só vai surgir daqui a uns anos, de certa forma estão a dizer que, formalmente, hoje estão a respeitar uma despesa menor mas estarão a criar despesa futura”, explica o especialista em economia da saúde.
Pedro Pita Barros sustenta que o serviço nacional de saúde só não colapsou como aconteceu na Grécia porque até agora os cortes afectam, sobretudo, os utentes.
“Aqui ainda não chegámos a esse extremo, muito pelo resultado da forma como estivemos a fazer os cortes na área da saúde, que, além da área do medicamento, incidiram muito sobre salários. Os profissionais conseguiram manter o seu empenho na profissão e garantir a prestação de cuidados de saúde”, começa por dizer.
“Mas este é um processo cumulativo. Conforme o tempo passa, é mais fácil as pessoas sentirem-se desmotivadas, pelo que um dos desafios neste momento é saber se vamos conseguir continuar a aguentar o sistema de saúde”, alerta.
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