A sustentabilidade da
saúde numa perspectiva de gestão:
Primeiro
a afirmação fundamentada com elementos da OCDE que o sistema
português é um bom sistema que pode ser excelente através de
«adaptação inteligente» e «cortes cirúrgicos». Aquela por
medidas conjugadas em três níveis, estes definidos por estudos e
análise técnica, seja no âmbito da rede de hospitais e de
urgências, ou nos serviços e instituições, pela gestão
envolvendo os profissionais de saúde. Uns e outros com a finalidade
de obter mais qualidade e eficiência.
Segundo, a necessidade
de focalizar na gestão da doença crónica, de garantir equidade,
assim como estabilidade do financiamento e da oferta da Saúde.
Terceiro, o SNS ter uma
estratégia e um rosto - «gestor do SNS» -, para maior coordenação
entre prestadores de cuidados, melhor performance das instituições
e prestação de contas da sua gestão. Outras mudanças no
financiamento, para facilitar a «redução do hospitalocentrismo» e
o desenvolvimento dos cuidados primários e «de proximidade», e um
sistema de objectivos comuns aos hospitais, basicamente nas variáveis
de qualidade e eficiência. Este sistema permitiria detectar as
melhores práticas e apoiar os hospitais no projeto de mudança a
efetuar obrigatoriamente – uns abrangeriam essencialmente melhoria
contínua de qualidade, outros a redução de desperdício, os
restantes ou se transformariam ou «sairiam».
Quarto, a evidência que
há muito desperdício na saúde, nos serviços e nos hospitais, em
todos os países e em Portugal, que há que reduzir para benefício
da sociedade. O que se consegue com gestão mais apurada, participada
e responsabilizada em contratos de gestão escritos e avaliação dos
Conselho de Administração; dos diretores e chefes dos serviços
depois.
Quinto, que é
desperdício usar recursos para além do estritamente necessário,
ineficiência, mas é-o tanto mais a falta de qualidade, como erros
clínicos e de medicação, já que provocam mortes e problemas de
saúde, insuportáveis num sistema que se quer excelente, e ainda
gastos desnecessários em internamentos, urgências e medicamentos.
É dever da gestão
acabar com o desperdício. Assim teremos processos normalizados e
enxutos, maior qualidade e menor gasto.
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