terça-feira, 11 de setembro de 2012

Vitor Gaspar diz que se prosseguirá com as medidas e políticas já previstas.


Os sectores da Saúde e Educação ficaram, pelo menos por agora, longe do alvo das novas medidas de austeridade anunciadas, há minutos, pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

Na enumeração das várias medidas de austeridade, que serão adoptadas ainda este ano e no próximo, Vítor Gaspar referiu-se aos dois sectores dizendo apenas que “a reformulação dos procedimentos e políticas nos sectores da Saúde e Educação prosseguirá como previsto, permitindo uma redução significativa da despesa”.

Revisitando o memorando da troika, verifica-se que o que ficou acordado entre o Governo e o FMI, Comissão Europeia e BCE foi que, no próximo ano de 2013, através da “racionalização do sector da educação e da rede de escolas” se alcançará uma poupança de 175 milhões de euros. Neste momento, a política do ministro da Educação levou já ao aumento do número de alunos por turma (de 28 para 30, no máximo) e à dispensa de professores que, segundo o governante, será para continuar.

No sector da Saúde, onde se esperava que fossem anunciadas mais medidas, o memorando prevê um novo corte de 375 milhões de euros em 2013. O ministro da Saúde, Paulo Macedo, disse recentemente ao Negócios que mais cortes “significativos” na despesa da saúde só seriam possíveis com alteração do modelo existente. E por agora desconhecem-se novas medidas.

A verdade é que têm vindo a ser adoptadas várias medidas neste sector e estão em curso e em preparação outras que poderão trazer poupanças. A mais aguardada, e considerada estrutural, é a da reorganização da rede hospitalar, que levará ao encerramento e fusões de serviços hospitalares.

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