domingo, 23 de setembro de 2012

Mais uma vez a ADSE

Mexidas na ADSE podem afectar negócio dos hospitais privados.

O memorando da ‘troika’estabelece que o Governo deve reduzir os custos orçamentais com a ADSE e outros subsistemas de saúde em 30% em 2012. O objectivo final é tornar a ADSE autossustentável até 2016. Esta intenção já estava definida na primeira versão do memorando de entendimento, assinada em Maio do ano passado. No entanto, ano e meio depois, não foram, até agora, apresentadas pelo Governo medidas nesse sentido. O atraso não tem passado ao lado da troika que, nas suas várias revisões ao programa de ajustamento tem sublinhado este ponto como um dos que não está a ser cumprido. Espera-se agora como provável que nos documentos referentes à quinta avaliação, que serão publicados no início de Outubro, e no Orçamento do Estado para 2013 sejam conhecidas medidas para colmatar o tempo perdido.

Este arrastar da situação faz crer que o ajustamento pedido para a ADSE possa ser agora mais violento, cortando benefícios aos funcionários públicos. Se assim for, os operadores de saúde privados correm o risco de vir a perder uma fatia grande do negócio, se se processar uma transferência de utentes dos privados para o Serviço Nacional de Saúde.

Mas alguém acredita que o governo do Passos & Gaspar decida executar mexidas na ADSE que possam afectar os negócios dos privados da saúde?

Aguardemos o relatório da 5.ª avaliação da troika para confirmarmos.

Ou porque não igualar os beneficios dos detentores da ADSE à segurança social:

         Atestados medicos = a baixa médica   50% do valor e só a partir do 3º dia de inbição de trabalho!
         Inexistencia de cobertura para consultas médicas fora so SNS (dentista, especialidades clínicas, etc)
         Não comparticipação de multiplos serviços e aquisição de bens.  

 Basta uma sincera vontade e desprendimento de certos interesses...

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