quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Fazer um penso nos CSP vai custar 5 € !!

Fazer um penso num centro de saude - prestado pelos enfermeiros- vai custar 5 euros! 

O preço a pagar pelos cuidados de saúde vai mesmo duplicar no próximo ano. Paulo Macedo tinha vindo a avisar que os aumentos das taxas moderadores seriam "substanciais" e, na segunda-feira à noite, no programa Prós e Contras da RTP1, levantou a ponta do véu: uma ida ao centro de saúde ou a uma urgência hospitalar vai passar a custar mais do dobro.

O preço de uma consulta no centro de saúde passará a custar cinco euros, quando hoje custa 2,25 euros, e uma urgência polivalente (com um médico da especialidade, como ortopedia, por exemplo) vê o preço aumentar para os 20 euros - agora custa 9,60 euros -, avançou o ministro da Saúde. Já o preço de uma urgência básica sobe de 8,60 euros para 15 euros, apurou o Diário Económico. Até à hora de fecho desta edição, a portaria que vem definir os novos preços das taxas moderadoras ainda não estava fechada, pelo que os valores ainda podem sofrer ligeiras alterações.

As alterações não ficam por aqui, sabe o Diário Económico. Vão existir novas taxas para actos prestados por pessoal não médico, como enfermeiros, psicólogos ou nutricionistas. Por exemplo, fazer um penso num centro de saúde - um cuidado prestado por enfermeiros - vai passar a ser alvo de uma taxa moderadora de cinco euros, quando até aqui era um serviço gratuito.

Mas nem tudo são más notícias. O Governo prepara-se para deixar cair a cumulatividade das taxas moderadoras. Ou seja, por cada visita ao hospital o doente não pagará mais que 50 euros, independentemente dos cuidados que receba e meios de diagnóstico que necessite realizar. Hoje, além da taxa moderadora paga só pela entrada no hospital, a factura final não tinha limite, acumulando o valor das taxas respectivas a cada acto médico ou meio de diagnóstico.

Assim sendo, não poderá haver uma taxa moderadora com um valor superior a 50 euros. De acordo com as taxas hoje em vigor, uma liotrícia extracorporal por ondas de choque (para tratar as chamadas pedras nos rins) custa 66,50 euros. Neste caso, o valor futuro terá de descer e não poderá ultrapassar os 50 euros.

Caso o doente chegue à urgência do hospital indicado pelo médico do centro de saúde, então ficará isento do pagamento da taxa inicial, uma ideia que já tinha sido avançada pelo ministro da Saúde. 
in Diário Económico 07.12.2011

Mais taxas para os mesmos de sempre....

Sem comentários:

Enviar um comentário