A sugestão foi bem acolhida pela grande maioria dos parceiros de debate, onde se incluíam profissionais da área dos Cuidados de Saúde Primários e Hospitalares.
Admitindo que mais de um quarto da população abrangida por aquele ACES não tem ainda médico de família, Carlos Guimarães lamentava também a falta de psicólogos nos quadros de pessoal daquela instituição, uma realidade que não é muito diferente da do ACES Norte, que abrange os concelhos de Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras, onde a população a descoberto é de cerca de 25 por cento.
Será este o início de um novo modelo de cuidados para a nossa região, um modelo integrado, onde Centros de Saúde, USF e Hospitais centram a sua ação no doente? Ou manteremos o jogo do empurra entre cuidados primários e os hospitalares? Poderemos expectar uma Estratégia Local de Saúde para o Tâmega e Sousa que tente debelar o crónico problema da falta de médicos de família para as nossa populações? Será possível melhorar os nossos cuidados de saúde com tantos cortes e restrições anunciados?
A criação de uma Unidade Local de Saúde na região do Tâmega e Sousa permitiria obter importantes ganhos em saúde, ganhos de acessibilidade, ganhos de produtividade e integração efectiva de cuidados, pela via do fator escala e eficiência, como demonstram as seis ULS que estão implementadas pelo País.
Veremos o que os responsáveis da nossa região conseguirão.
in Tribuna Pacense a 11.11.2011

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