quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Alimentação saudável

A sabedoria popular diz que “você é o que come” e não poderia ser mais verdade. A comida que ingerimos tem um grande impacto na nossa saúde e bem-estar. Uma boa nutrição fornece ao organismo nutrientes para produzir ou reparar tecidos, manter o sistema imunitário saudável e permite ao corpo executar tarefas diárias com facilidade.

Os nossos estilos de vida e hábitos alimentares mudaram dramaticamente nas últimas décadas. Hoje em dia confiamos na conveniência da comida rápida ou “fast-food” e em suplementos nutricionais, do que propriamente alimentos frescos. De facto, existe muita atenção mediática virada para o que não devemos comer e pouca informação para o que devemos comer!

A Organização Mundial de Saúde(OMS) descreve como é que os principais factores de risco contribuem para os valores de mortalidade e morbilidade da maior parte dos países. No caso das doenças crónicas não transmissíveis, os factores de risco mais importantes incluem hipertensão, consumo de tabaco, consumo de bebidas alcoólicas, deficiência em ferro, colesterol sanguíneo elevado, consumo inadequado de frutos e hortícolas, inactividade física e o excesso de peso.

Hábitos alimentares pouco saudáveis e inactividade física, estão entre as principais causas para o aumento dos factores de risco acima referidos e para o aparecimento de doenças como obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 2 e certos tipos de cancro, que contribuem substancialmente para as despesas globais com a saúde e para os valores de mortalidade.

Surge a roda dos alimentos como uma ilustração gráfica que pretende ajudar novos e graúdos, a escolher e a combinar os alimentos que deverão fazer parte de um dia alimentar saudável. O seu formato em forma de roda pode ser facilmente identificado e associado a um prato vulgarmente utilizado e, para além disso, não hierarquiza os alimentos. Utilizada desde 1977 como parte da campanha de Educação Alimentar “ Saber comer é saber viver”, a roda dos alimentos sofreu recentemente uma reestruturação motivada pela evolução dos conhecimentos científicos e pelas alterações nos hábitos alimentares portugueses.

È constituída por 7 grupos de alimentos, os quais foram agrupados de acordo com as suas semelhanças e características nutricionais, somando-se a água no centro. Estabelece as porções diárias recomendadas e equivalentes entre os alimentos. A proporção com que cada um deles deve estar presente na alimentação diária é a seguinte: cereais e derivados 28%; hortícolas 23%; fruta 20%; lacticínios 18%; carnes, pescado e ovos 5%; leguminosas 4%; gorduras e óleos 2%. Diariamente devem comer-se porções de todos os grupos de alimentos. O número de porções recomendado depende das necessidades energéticas individuais. As crianças de 1 a 3 anos devem guiar-se pelos limites inferiores e os homens activos e os rapazes adolescentes pelos limites superiores; a restante população deve orientar-se pelos valores intermédios.

A água não possuindo um grupo próprio, está representada em todos eles, pois faz parte da constituição de quase todos os alimentos. Sendo imprescindível à vida, é fundamental que se beba em abundância e diariamente (1,5 a 3L por dia).

Dentro de cada divisão estão reunidos alimentos nutricionalmente semelhantes entre si, para que possam ser regularmente substituídos, assegurando a variedade nutricional e alimentar.

Assenta em 3 regras fundamentais para a aquisição de uma alimentação saudável. A alimentação deve ser COMPLETA (ingerir ao longo do dia alimentos de todos os grupos), VARIADA (variar os alimentos ingeridos ao longo do dia), EQUILIBRADA (respeitando as porções diárias recomendadas e as quantidades de equivalentes indicados).

Ter hábitos alimentares saudáveis não significa fazer uma alimentação restritiva ou monótona, pelo contrário, um dos pilares fundamentais para uma alimentação saudável é a variedade. Quanto mais variada for a sua selecção alimentar, melhor! Diferentes alimentos contribuem com diferentes nutrientes o que potencialmente enriquece o dia alimentar de cada pessoa.

Ao optar por hábitos alimentares mais saudáveis não tem de abdicar daqueles alimentos menos saudáveis de que tanto gosta. O importante é que o consumo desses alimentos constitua excepção e não a regra do seu dia a dia alimentar.

Lembre-se, não existem na realidade, bons ou maus alimentos – moderação e equilíbrio na alimentação, são as chaves para se manter saudável! A comida deve ser apreciada – é possível comer refeições deliciosas e bem preparadas que são simultaneamente saudáveis.

Comer bem e de forma equilibrada é um dos melhores investimentos que pode fazer para a sua saúde. Invista em si e na sua alimentação.

 
in Tribuna Pacense a 14.01.2011

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