Os Serviços Públicos são muitos e variados. Água, Luz, Telefone\Internet, Finanças, Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, Escolas, Serviços de Saúde (Hospitais e Centros de Saúde), Polícias, Correios, Bancos (pois quem consegue na sua rotina diária não ter uma conta bancária, cartão de débito, etc), alguns Transportes (cada vez menos!) sejam rodo ou ferro viários ou mesmo fluviais e aéreos.
Alguns dos serviços públicos são já geridos por privados, ou sob o direito privado embora públicos, ou são mesmo 100% privados. Embora alguns, cada vez menos, ainda sejam do Estado, Públicos portanto.
Queria agora centrar-me numa particularidade dos nossos serviços públicos: o horário de atendimento ao público.
Numa sociedade em que cada vez mais a pressão sob os trabalhadores é maior, no sentido de não existirem quebras na sua produção diária, e em que uma falta ou ausência (ainda que previsivelmente curta) para se deslocar ao Banco ou ao Médico ou á Câmara Municipal, não é vista com bons olhos. Porque não, ter um dia de horário alargado? Para atender aqueles casos, em que é mesmo difícil ausentar-se do trabalho.
Nos EUA existe um dia da semana em que os Bancos fecham pelas 20h. Determinados serviços estão abertos ao público ao sábado de manhã, bancos e correios. Funcionando normalmente. Os médicos de família têm um horário mais alargado, como a maioria dos nossos Médicos Dentistas.
Porque razão, se temos de tomar a nossa vacina do tétano ou ver as nossas tensões arteriais, tem que ser ás 14.45h ou ás 11.05h??!!!. E não ás 19.05h ou mesmo mais tarde. Bem sei que nas USF até às 20h já se consegue agendar grande parte das necessidades dentro das expectativas e possibilidades de cada um. Mas as USF não cobrem a totalidade das populações inscritas nos nossos Centros de Saúde, deixando de fora desta possibilidade enumeros utentes.
Os serviços têm de estar ao serviço do cidadão e não o inverso. Eles só existem porque são necessários para as pessoas e têm de acompanhar as necessidades e constrangimentos que a sociedade actual nos impõe.
Mas nem em tudo estamos atrasados em relação aos países mais desenvolvidos. Veja-se o caso da cobrança em movimento nas auto-estradas, a nossa Via Verde, foi e é um caso de inovação. Um outro caso é o nosso Multibanco, gerido pela SIBS. Permite múltiplas aplicações desde transferências, pagamentos, levantamentos, etc,ect aplicativos que outros países europeus ainda não têm tão desenvolvidos.
Estes dois exemplos demonstram como os serviços podem ir de encontro ao que os cidadãos desejam. Com soluções avançadas e que facilitam o nosso dia a dia.
in Tribuna Pacense a 08.10.2010
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